Criminosos têm usado redes sociais e aplicativos de relacionamento para aplicar o chamado “golpe do amor”, um esquema que vem crescendo no Brasil e chamando atenção pelo nível de sofisticação. Utilizando perfis falsos, muitas vezes com fotos de pessoas conhecidas ou com aparência idealizada, os golpistas criam vínculos emocionais com as vítimas antes de iniciar pedidos de dinheiro ou acesso a dados bancários.
O contato costuma começar em plataformas populares e, com o tempo, migra para conversas privadas. A estratégia inclui mensagens frequentes e demonstrações de afeto, criando uma relação de confiança. Esse envolvimento emocional é explorado para convencer a vítima a fazer transferências financeiras, contrair empréstimos ou até vender bens.
Especialistas alertam que o prejuízo pode ser significativo, tanto financeiro quanto psicológico. Em alguns casos, as vítimas fornecem informações sensíveis, como senhas e dados pessoais, ampliando os riscos. O perfil mais vulnerável costuma incluir pessoas em situação de fragilidade emocional, especialmente idosos, embora qualquer pessoa possa ser alvo.
As investigações apontam que os grupos envolvidos são organizados e estudam o comportamento das vítimas antes de agir. Entre os principais sinais de alerta estão perfis considerados “perfeitos”, rapidez na criação de intimidade e urgência em pedidos financeiros.
Autoridades reforçam a importância de desconfiar de contatos virtuais que evoluem rapidamente para relações íntimas e orientam a evitar qualquer tipo de transferência sem confirmação da identidade. O caso levanta debate sobre segurança digital e os limites da exposição nas redes sociais.
Você já desconfiou de algum perfil que parecia bom demais para ser verdadeiro?
GOLPE DO AMOR FAZ NOVAS VÍTIMAS
Crédito da matéria: Laura Gorino
Crédito da foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Fonte: @itatiaia
















