Governo de MG exige garantia de R$ 7 bilhões para investidores na privatização da Copasa

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

O governo de Minas Gerais divulgou os critérios para empresas interessadas em participar do processo de privatização da Copasa. Entre as exigências, está a apresentação de uma carta de fiança de, no mínimo, R$ 7 bilhões, como forma de comprovar capacidade financeira.

De acordo com o edital, o investidor de referência deverá adquirir 30% do capital da empresa. A intenção é atrair grupos com experiência no setor de infraestrutura e capacidade de gestão no segmento de saneamento.

A documentação deve ser entregue até o dia 8 de maio na B3, responsável por analisar se os interessados atendem aos requisitos técnicos, jurídicos e financeiros. Na etapa seguinte, os habilitados deverão apresentar propostas com oferta por ação, sendo selecionado o maior valor.

Além da garantia financeira, os investidores terão que assumir compromissos relacionados à universalização dos serviços de saneamento, moderação tarifária e manutenção dos empregos por um período mínimo de 18 meses.

O processo será realizado por meio da venda de ações já existentes, o que significa que os recursos arrecadados serão destinados ao caixa do Estado, e não diretamente à companhia.

Caso haja um investidor de referência, o governo poderá manter até 5% de participação na empresa. Se não houver interessados nesse modelo, todas as ações estaduais poderão ser vendidas, resultando em uma companhia com capital pulverizado.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou a privatização em 2025, após a retirada da exigência de consulta popular. A companhia é responsável pelo abastecimento de água em centenas de municípios mineiros e também atua no serviço de esgoto em parte deles.

GOVERNO DEFINE REGRAS PARA VENDA DA COPASA

Crédito da matéria: Redação
Crédito da foto: Copasa/Divulgação
Fonte: g1 Minas

Encontre uma reportagem