O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 4.300 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos primeiros três dias de funcionamento de um canal criado para registrar esse tipo de ocorrência.
A plataforma foi lançada na quarta-feira (28), após a circulação de publicações nas redes sociais incentivando empresários a vigiar, expor e demitir funcionários por causa de suas posições políticas após o resultado das eleições de 2026.
Minas Gerais aparece entre os estados com maior número de registros, com 345 denúncias. São Paulo lidera, com 1.325, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354. Ao todo, a região Sudeste concentra 2.087 ocorrências.
O canal do governo permite que trabalhadores registrem denúncias, inclusive de forma anônima. Segundo o ministério, todos os casos estão em análise pela Auditoria Fiscal do Trabalho.
Paralelamente, o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ter recebido 2.400 denúncias durante o ano eleitoral, sendo 530 após a divulgação do resultado das eleições.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou superiores tentam pressionar, ameaçar, constranger ou discriminar funcionários por suas escolhas políticas ou pelo voto. A prática pode envolver ameaças de demissão, perseguição e tentativas de influenciar a decisão eleitoral.
O governo federal também atua para retirar das redes sociais conteúdos que incentivem esse tipo de conduta. Na quinta-feira (29), a Justiça do Trabalho determinou que a Meta removesse publicações que estimulavam empresários a vigiar, expor e demitir trabalhadores por suas escolhas políticas.
4.300 DENÚNCIAS EM TRÊS DIAS: ASSÉDIO ELEITORAL ACENDE ALERTA NO TRABALHO
Fonte: O TEMPO/Folhapress
Foto: Fred Magno/O TEMPO














