A Justiça de Minas Gerais condenou um guarda municipal de Belo Horizonte pelo crime de racismo, quase oito anos após uma denúncia feita por uma jornalista durante um evento sobre segurança pública, racismo e prevenção da letalidade de jovens negros.
Segundo a decisão judicial, o agente afirmou a frase “preto bom é preto morto” ao final do encontro. O juiz destacou que a expressão possui conteúdo historicamente racista e que o contexto em que foi proferida reforçou o caráter discriminatório da conduta.
O magistrado também ressaltou que o fato de o condenado se autodeclarar negro não impede a configuração do crime de racismo. A pena aplicada foi de um ano e um mês de prisão, posteriormente substituída por multa no valor de R$ 3,2 mil.
A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal irá analisar a sentença e avaliar possíveis medidas administrativas. A defesa do condenado não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Foto: Reprodução pessoal
Fonte: O Tempo
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