Hantavírus: os riscos, os mitos e o trabalho de contenção no Brasil

Por Dentro De Tudo:

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Um surto de síndrome respiratória aguda registrado a bordo de um navio de cruzeiro no Atlântico Sul colocou autoridades sanitárias internacionais em alerta após a identificação de casos ligados ao hantavírus, doença normalmente associada ao contato com ambientes contaminados por roedores silvestres.

O episódio chamou a atenção da comunidade científica por ter ocorrido em alto-mar, levantando questionamentos sobre possíveis novas formas de circulação do vírus e os desafios para rastrear a origem da contaminação entre passageiros e tripulantes.

Enquanto a Organização Mundial da Saúde acompanha o caso, pesquisadores brasileiros analisam possíveis mutações do hantavírus e os impactos das mudanças climáticas e do avanço humano sobre áreas de mata na disseminação da doença em 2026.

O tema foi destaque no podcast “Isso é Fantástico”, do Fantástico, que recebeu a pesquisadora Renata Carvalho de Oliveira Pires dos Santos, chefe do laboratório de hantaviroses e rickettsioses da Fiocruz. Durante a entrevista, foram discutidos os riscos da doença, mitos envolvendo a transmissão e os trabalhos de monitoramento e contenção realizados nos laboratórios brasileiros.

Neste domingo, cerca de 150 ocupantes do cruzeiro começaram a desembarcar no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias. A expectativa é de que a operação de retorno dos passageiros aos países de origem seja concluída até esta segunda-feira.

Foto: EVER STOCK

Fonte: G1 / Fantástico

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