Um homem de 39 anos foi preso nessa quarta-feira (19), após agredir a companheira, 54, e estuprar a filha, 15. O acusado ainda ameaçava as vítimas de morte e insinuava que sairia impune de denúncia às autoridades, por ser branco. O caso aconteceu no bairro Dom Bosco, na região Noroeste de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil, a denúncia partiu de um funcionário do Centro Especializado de Atendimento à Mulher – Benvinda. Ele relatou que a mulher havia sofrido um AVC e estava com a mobilidade comprometida e dificuldade de fala. Enquanto isso, o companheiro se apropriava do dinheiro dela, além de quebrar móveis da residência e agredi-la fisicamente. O homem ainda ameaçava as vítimas de morte, usando uma faca.
Os policiais também descobriram que o homem abusava sexualmente da filha de 15 anos, há pelo menos dois anos. O acusado dizia para companheira que “ele era branco e ela preta e que por isso não daria nada pra ele”, insinuando que ele ficaria impune caso ela o denunciasse.
Vulnerabilidade das vítimas
A delegada que coordenou a operação, Larissa Mascotte Carvalhaes, conta que a equipe observou uma fragilidade emocional e física no contexto familiar. “A vítima não conseguia procurar ajuda, pois estava acamada e por isso também não conseguia ajudar a filha. Ela praticamente não saía de casa”, afirmou.
Ainda segundo a delegada, moravam apenas os três na residência, o que ocultava ainda mais a situação. Ela também relatou sobre a reação da adolescente quando o pai foi preso preventivamente pela polícia: “Ela ficou visivelmente aliviada quando a gente entrou e prendeu ele. Apesar de amedrontada, ela demonstrou muito alívio”, frisou.
A prisão preventiva do acusado foi deferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica de Belo Horizonte. Com o cumprimento do mandado de prisão pela equipe da Deam, o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde foi ouvido e, posteriormente, direcionado ao sistema prisional. Com a prisão e a conclusão do Inquérito Policial, o procedimento será remetido ao Poder Judiciário.
Onde conseguir ajuda?
Caso você seja vítima ou conheça alguém que precise de ajuda, pode fazer denúncias pelos números 181, 197 ou 190. Além deles, veja alguns outros mecanismos de denúncia em Minas Gerais:
Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher: av. Barbacena, 288, Barro Preto | Telefones: 181 ou 197 ou 190
Casa de Referência Tina Martins: r. Paraíba, 641, Santa Efigênia | 3658-9221
Nudem (Núcleo de Defesa da Mulher): r. Araguari, 210, 5º Andar, Barro Preto | 2010-3171
Casa Benvinda – Centro de Apoio à Mulher: r. Hermilo Alves, 34, Santa Tereza | 3277-4380
Ponto de Acolhimento e Orientação à Mulher em Situação de Violência: avenida dos Andradas, 3.100, no Núcleo de Cidadania da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Aplicativo MG Mulher: Disponível para download gratuito nos sistemas iOS e Android, o app indica à vítima endereços e telefones dos equipamentos mais próximos de sua localização, que podem auxiliá-la em caso de emergência. O app permite também a criação de uma rede colaborativa de contatos confiáveis que ela pode acionar de forma rápida caso sinta que está em perigo.
Seja qual for o dispositivo mais acessível, as autoridades reforçam o recado: peça ajuda.
Com Polícia Civil
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