Jovens ainda querem liderar, mas com outras prioridades

Por Dentro De Tudo:

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Uma pesquisa da Deloitte mostra que apenas 6% da Geração Z e 8% dos millennials apontam um cargo de chefia como principal objetivo profissional atualmente. O dado, porém, não significa que os jovens rejeitem a liderança.

O mesmo levantamento, que ouviu 23 mil pessoas em 44 países, revela que 69% da Geração Z e 74% dos millennials pretendem assumir posições de liderança em algum momento da carreira.

A diferença está nas condições. Segundo a especialista em desenvolvimento profissional Leila Said, muitos jovens passaram a avaliar fatores como autonomia, suporte da empresa, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e estrutura oferecida antes de aceitar uma função de gestão.

Esse comportamento já é discutido internacionalmente como “conscious unbossing”, expressão utilizada para definir a decisão de profissionais mais jovens de evitar cargos de chefia.

A mudança também está relacionada à percepção sobre os modelos tradicionais de liderança. Para especialistas, parte dos jovens não abandonou a ambição profissional, mas passou a buscar formas de crescimento que estejam mais alinhadas a propósito, bem-estar e qualidade de vida.

O levantamento também mostra que a própria função de gestor enfrenta dificuldades. Outra pesquisa citada na reportagem aponta que 58% dos gestores atualmente desejam deixar os cargos de liderança.

O cenário revela uma transformação na relação das novas gerações com o mercado de trabalho. A liderança continua sendo um objetivo para muitos, mas deixou de ser necessariamente sinônimo de status ou sucesso profissional.

Fonte: O TEMPO
Foto: Dum/O TEMPO

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