Mesmo após decisões judiciais determinando transferências imediatas para hospitais de maior complexidade, duas famílias da Região Metropolitana de Belo Horizonte denunciam a demora na liberação de leitos para pacientes em estado delicado de saúde.
Em Ribeirão das Neves, um homem de 47 anos aguarda há duas semanas por uma cirurgia após sofrer fraturas na bacia e no cóccix em um acidente. A Justiça determinou a internação em uma unidade hospitalar adequada, mas ele continua internado na UPA de Justinópolis à espera de uma vaga. Familiares afirmam que o paciente apresenta perda de peso e temem o agravamento do quadro e possíveis sequelas.
Já em Sabará, uma idosa de 77 anos permanece entubada desde o fim de maio após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Mesmo com uma decisão judicial que determinou sua transferência imediata para um Centro de Terapia Intensiva (CTI), inclusive na rede particular caso não houvesse vaga pelo SUS, ela segue internada na UPA Padre Lázaro. A família relata preocupação com a demora e a falta de previsão para a transferência.
Os casos acontecem em meio à alta demanda por internações hospitalares em Minas Gerais. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, 949 pacientes aguardavam por leitos nesta semana. Desse total, cerca de 61% são moradores de cidades da Região Metropolitana e do interior do estado.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que a Central de Operações para Regulação Estadual (Core) realiza buscas contínuas por vagas compatíveis com o perfil clínico dos pacientes. Já a Central de Internação de Belo Horizonte destacou que o tempo de espera depende da gravidade dos casos e da disponibilidade de leitos na rede hospitalar.
Foto: Não informado
Fonte: g1 Minas Gerais
Instagram: @g1minas
FILA POR LEITOS HOSPITALARES
















