A Justiça determinou que o 3º sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Eduardo Abner Pereira de Oliveira, deixe o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), modalidade de prisão com restrições mais rigorosas. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16). Ele continuará preso preventivamente, acusado de matar a companheira, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, em Belo Horizonte.
O juiz considerou insuficientes os fundamentos apresentados para manter o militar no regime especial. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) havia se manifestado contra a retirada das restrições, citando possíveis contatos com testemunhas, supostas pressões e riscos de interferência na investigação.
A decisão não significa que as suspeitas contra o sargento tenham sido descartadas, nem representa uma conclusão sobre sua culpa ou inocência. A medida trata exclusivamente das condições de custódia durante a prisão preventiva.
Michele morreu em 20 de julho, no apartamento onde vivia com o companheiro, na região Nordeste de Belo Horizonte. Naquela noite, Eduardo a levou ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens. A médica que a atendeu desconfiou das lesões e acionou a Polícia Militar. Conforme a investigação, a capitã já estava morta havia pelo menos quatro horas.
A perícia apontou politraumatismo, traumatismo craniano, sinais de esganamento e hematomas. Em depoimento, o sargento apresentou uma versão sobre as circunstâncias das lesões, que passou a ser investigada pelas autoridades.
A Polícia Civil indiciou Eduardo por feminicídio em agosto, e a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público, tornando-o réu. As audiências de instrução foram marcadas para os dias 10 e 12 de novembro, quando devem ser ouvidas 28 testemunhas de acusação e defesa.
SARGENTO ACUSADO DE FEMINICÍDIO DEIXA REGIME PRISIONAL MAIS RIGOROSO
Crédito da matéria: Gabriel Rezende e Lucas Gomes/O TEMPO
Foto: Reprodução/Redes sociais














