A Justiça determinou, em decisão liminar, a suspensão do exercício profissional de um médico e cirurgião plástico acusado de irregularidades em procedimentos estéticos realizados em Belo Horizonte.
A decisão da 26ª Vara Cível de Belo Horizonte também determinou que a clínica substitua o atual diretor técnico, informe o novo responsável ao CRM-MG e apresente documentos relacionados ao atendimento de pacientes entre 2019 e 2024, incluindo termos de consentimento, prontuários e registros clínicos.
Segundo a ação civil pública apresentada pela Defensoria Pública de Minas Gerais, há relatos de pacientes e indícios de possíveis problemas na realização dos procedimentos. Entre os pontos analisados pela Justiça estão a realização de múltiplas cirurgias de alta complexidade em uma mesma sessão, possíveis falhas no consentimento informado e deficiências no acompanhamento pós-operatório.
Também foram apontadas possíveis irregularidades sanitárias. Uma vistoria realizada pela Vigilância Sanitária de Belo Horizonte, em abril de 2024, teria identificado instrumentos com validade expirada, problemas na rastreabilidade de medicamentos e ausência de Plano e Núcleo de Segurança do Paciente.
A decisão cita ainda 11 procedimentos protocolados no CRM-MG envolvendo o médico e menciona um caso de morte após procedimento estético realizado em fevereiro de 2024.
A clínica contesta as acusações e afirma estar regularizada, com licença sanitária vigente. A defesa também recorreu da decisão, que é liminar e poderá ser modificada durante o andamento do processo.
Crédito da matéria: @BHAZ
Fontes: @JustiçaBH | @CRM-MG | @DefensoriaPublicaMG
Crédito da foto: BHAZ
JUSTIÇA SUSPENDE MÉDICO APÓS ACUSAÇÕES EM CIRURGIAS














