A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, após uma batalha contra o câncer do sistema linfático, chama a atenção para o linfoma não Hodgkin, um grupo de doenças que afetam células do sistema imunológico.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 40 tipos de linfoma não Hodgkin. A doença ocorre quando células do sistema linfático passam a se multiplicar de forma descontrolada. Alguns subtipos evoluem lentamente, enquanto outros são mais agressivos.
Entre os principais sintomas estão o aumento dos gânglios linfáticos, com o surgimento de caroços geralmente indolores no pescoço, nas axilas ou na virilha. Febre persistente, suor noturno, perda de peso sem causa aparente, coceira na pele e cansaço também podem ocorrer.
O diagnóstico é confirmado por exames, principalmente a biópsia, que permite identificar o tipo de linfoma. Essa diferenciação é fundamental para definir o tratamento, que pode incluir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, terapias-alvo e, em situações específicas, transplante de medula óssea ou terapia celular CAR-T.
As chances de recuperação variam conforme o subtipo da doença, a extensão do câncer, as condições clínicas do paciente e a resposta ao tratamento. Por isso, não existe uma única perspectiva válida para todos os casos.
Netinho anunciou o diagnóstico em março de 2025 e compartilhou etapas do tratamento com os fãs. Segundo as informações divulgadas na reportagem, a doença entrou em remissão naquele ano, mas voltou em 2026, com evolução descrita pelo cantor como mais agressiva.
LINFOMA NÃO HODGKIN: SINTOMAS E TRATAMENTOS
Fonte: g1
Texto: Silvana Reis, g1
Foto: Redes sociais / Nephron/Wikimedia Commons/CC BY-SA
















