Maioria dos professores adere à greve e não volta ao trabalho presencial na rede municipal de BH, diz sindicato

Por Dentro De Tudo:

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Enquanto nas escolas particulares os alunos da educação infantil puderam retornar às salas de aula nesta segunda-feira (26), nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) de Belo Horizonte, apenas os professores e demais funcionários voltaram ao trabalho. As atividades presenciais das crianças serão retomadas na próxima segunda-feira, dia 3 de maio.

No entanto, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede BH), informações iniciais dão conta de que pelo menos 60% da categoria aderiu à greve sanitária iniciada nesta segunda. Os dados ainda são imprecisos.

A greve sanitária significa que os profissionais vão permanecer em regime remoto de trabalho, mas não vão comparecer presencialmente às escolas.

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Para o sindicato, não há segurança para a volta de alunos e professores às instituições neste momento. A entidade defende que os protocolos contra a Covid-19 propostos pela prefeitura são de difícil aplicação entre as crianças.

“Tem que se manter o (ensino) remoto neste momento. Para que haja retorno presencial, tem que ter de fato controle da pandemia”, afirma a presidente do Sind-Rede BH, Vanessa Portugal.

O protocolo para a retomada prevê, entre outras medidas, permanência dos alunos nas escolas por, no máximo, quatro horas, uso de máscara dentro e fora das salas de aula e grupos de até 12 crianças por sala. O número pode ser ampliado desde que respeitado o distanciamento mínimo de dois metros entre os alunos e as carteiras.

Na Emei Pindorama, na Região Noroeste da capital, parte dos educadores marcou presença, mas alguns deles aderiram à greve sanitária.

Na Emei Palmeiras, na Região Oeste da capital, professores se reuniram no pátio e conversaram sobre as adaptações.

“Nossa sala vai atender, em células, seis crianças. Seis crianças de manhã e seis crianças à tarde. A sala foi toda demarcada de acordo com o protocolo. Cada criança vai sentar em uma mesinha e ficar no espaço dela, e a proposta é de círculo, para a criança não ficar uma atrás da outra. A criança vai ter material de uso individual na escola e na casa dela também”, explica a diretora da Emei, Juliana Sá Brandão.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SMED), esta semana sem os alunos deve ser dedicada a ações de organização dos grupos de trabalho, recepção dos professores e análise da adesão ao retorno presencial da comunidade.

Os trabalhadores também deverão entrar em contato com as famílias para informar sobre a organização de cada grupo de crianças, além dos dias e horários de atendimento. Eles também precisam trabalhar a conscientização “para viabilizar a segurança necessária no retorno com as crianças”.

Sobre a greve dos trabalhadores, a Secretaria Municipal de Educação afirmou, em nota, que “respeita a posição da entidade sindical” e que a decisão de adesão é de cada servidor.

“Será possível avaliar a efetiva adesão ao longo desta semana, que está reservada para a finalização da organização do retorno com as crianças”, concluiu a pasta.

A educação infantil tem 77 mil matriculados na rede municipal de Belo Horizonte. Ainda não há cronograma definido para a volta às aulas dos mais de 100 mil estudantes do ensino fundamental.

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