Mensagens investigadas pela PF apontam suposta rede de prostituição ligada a Daniel Vorcaro

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicariam a existência de uma estrutura internacional de recrutamento de mulheres para festas privadas, com participação de intermediários e investimentos de pelo menos R$ 4,3 milhões. As informações foram reveladas pelo portal UOL com base em relatório da Polícia Federal (PF).

Segundo a investigação, as conversas mostram negociações sobre pagamentos, viagens, hospedagens e seleção de mulheres brasileiras e estrangeiras para encontros no Brasil e no exterior. Entre os grupos mencionados estavam jovens refugiadas, incluindo ucranianas. Nas mensagens, Vorcaro e interlocutores teriam utilizado termos depreciativos como “escravas” e “creche” para se referir às mulheres.

O suposto esquema envolveria o empresário Leonardo Serrano e o promoter Diogo Batista, apontado nas conversas como responsável por organizar atividades e manter contato com as mulheres. Segundo a reportagem, Batista receberia R$ 120 mil mensais de Vorcaro.

A PF também investiga possíveis negociações envolvendo a agência de modelos Allure Eventos, que teria sido considerada para centralizar contratações. Mensagens mencionam um contrato para aquisição de 50% da empresa por R$ 1,5 milhão, além de transferências de R$ 500 mil. O proprietário da agência, Felipe Nisti, afirmou ao UOL que Vorcaro demonstrou interesse no negócio, mas negou que a transação tenha avançado nos termos descritos nas conversas.

A investigação foi aberta em maio para apurar possíveis irregularidades na contratação de garotas de programa estrangeiras. A prostituição, por si só, não é crime no Brasil, mas exploração sexual, favorecimento da prostituição por terceiros e tráfico internacional de pessoas podem configurar crimes, conforme as circunstâncias apuradas.

Procurada pela reportagem, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestaria. As informações divulgadas apontam suspeitas sob investigação e não representam, por si só, uma condenação judicial.

PF INVESTIGA SUPOSTA REDE INTERNACIONAL DE PROSTITUIÇÃO LIGADA A VORCARO

Fonte: O Tempo
Texto: Renato Alves
Foto: Polícia Federal/Divulgação

Encontre uma reportagem