Minas Gerais é o segundo Estado com mais casos de violência contra oficiais de justiça

Por Dentro De Tudo:

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Em Minas Gerais, o número de casos de violência contra oficiais de justiça tem sido alarmante, colocando o Estado como o segundo do Brasil com mais ocorrências desse tipo, atrás apenas de São Paulo. De acordo com levantamento divulgado no ano passado pela Assojaf-GO, 24 casos de violência foram registrados no Estado. Esse dado abrange homicídios, tentativas de homicídios, assaltos, agressões, ameaça, entre outros tipos de violência, ocorridos nos últimos quatro anos.

Os profissionais da área relatam situações de risco constante enquanto exercem suas funções. Um dos casos mais impactantes foi o do oficial de justiça Jonathan do Carmo, que durante o cumprimento de um mandado de penhora foi trancado na residência do executado e ameaçado de morte. Ele compartilha que essa é uma realidade recorrente para muitos oficiais da categoria, especialmente com a falta de condições adequadas de segurança.

Outro incidente recente ocorreu no Dia Internacional da Mulher, quando a oficial de justiça Maria Sueli Sobrinho foi agredida por um policial durante o cumprimento de um mandado em Ibirité. Esse episódio gerou uma mobilização entre representantes da classe e resultou em uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), buscando discutir medidas para garantir maior segurança aos oficiais de justiça.

A presença constante de situações violentas é um reflexo das condições precárias enfrentadas pelos oficiais. Eles lidam com ordens de prisão e afastamento de agressores, sendo, muitas vezes, deixados à própria sorte e sem a devida proteção. Para muitos profissionais, a falta de equipamentos de proteção, como coletes balísticos, e de capacitação adequada, são fatores que contribuem para o aumento dos riscos enfrentados.

Embora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais tenha se reunido com representantes do Sindojus-MG para discutir o tema, a falta de apoio institucional ainda é um problema, segundo os relatos de diversas autoridades. Para o especialista em segurança pública, Jorge Tassi, é fundamental o reconhecimento da profissão como atividade de risco permanente, porém, ele se posiciona contra o armamento dos oficiais, sugerindo que o melhor caminho seria o fortalecimento do apoio policial e a capacitação adequada dos profissionais.

Fonte: O TEMPO

Crédito da foto: THOMÁS SANTOS/O TEMPO

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