Em 2024, Minas Gerais atingiu um marco histórico na área de segurança pública, com a realização de 308.015 atendimentos por meio das Políticas de Prevenção Social à Criminalidade. Este número representa o maior índice registrado desde que os dados passaram a ser sistematicamente monitorados, em 2017, destacando a efetividade das iniciativas do Governo do Estado no combate à violência e na promoção da segurança cidadã.
Com 59 Unidades de Prevenção à Criminalidade (UPC) espalhadas por diversos municípios mineiros, as ações de prevenção se diversificaram e expandiram. Entre os atendimentos, destacam-se os realizados de forma individual e coletiva, além de oficinas e projetos de circulação, adaptados às necessidades específicas de cada região.
Christiana Dornas Rodrigues, subsecretária de Prevenção Social à Criminalidade, enfatiza a importância de um modelo descentralizado de gestão. “A execução descentralizada, adaptada às demandas regionais, tem sido fundamental para o crescimento dos programas. O sistema de monitoramento e avaliação garante a eficiência no uso dos recursos públicos e eleva a qualidade dos serviços prestados”, afirma.
Em 2025, Minas Gerais lançou o sétimo programa de prevenção à criminalidade, o “Proteja Minas”, com foco na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher. Além deste, outros seis programas de destaque já estão em funcionamento, como o “Fica Vivo!”, dedicado à redução de homicídios, e o “Mediação de Conflitos” (PMC), que atua na prevenção da violência letal.
Essas iniciativas são complementadas pelo “Central de Acompanhamento de Alternativas Penais” (Ceapa), que oferece alternativas penais e atende pessoas custodiadas, e o “Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional” (PrEsp), que apoia os egressos do sistema prisional e socioeducativo. O “Se Liga” e o “Selo Prevenção Minas” também são importantes aliados na construção de uma sociedade mais segura e integrada.
A dedicação dos profissionais que atuam diretamente com públicos vulneráveis, como jovens, mulheres vítimas de violência, agressores e egressos do sistema prisional, tem sido um fator essencial para o sucesso desses programas. Exemplos como o da gestora Amanda Cristina Oliveira, que atua com grande empenho desde 2015, e Maria de Fátima Gonçalves, oficineira de artesanato e costura, revelam a paixão e o comprometimento das equipes.
Esses programas de prevenção à criminalidade em Minas Gerais, que tiveram início em 2003, continuam a se expandir e a impactar positivamente a vida dos cidadãos. Para mais informações sobre os serviços e unidades de atendimento, a população pode consultar o site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).















