O Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG), em Belo Horizonte, retomou neste sábado, 27 de setembro de 2025, os transplantes de pulmão, após uma década de suspensão do serviço. A reabertura, realizada no Dia Nacional da Doação de Órgãos, devolveu a esperança aos primeiros seis pacientes que aguardam pelo procedimento na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).
A decisão marca um passo importante em um ano que pode ser histórico para Minas Gerais. O estado projeta realizar até 2,2 mil transplantes de órgãos e tecidos em 2025, número que superaria o recorde anterior, de 2,4 mil procedimentos feitos em 2024.
A retomada foi possível após um processo de reestruturação que envolveu treinamento de equipes médicas, aquisição de equipamentos de alta tecnologia e credenciamento junto às autoridades de saúde. O HC-UFMG já realizava transplantes de fígado, coração, rim, córnea e medula, e agora volta a incluir o pulmão entre os procedimentos oferecidos.
Apesar do avanço, a fila de espera ainda é longa: 8.829 pacientes aguardam um transplante em Minas Gerais, principalmente de córnea e rins. Um dos grandes desafios continua sendo a conscientização das famílias. Atualmente, 45% dos potenciais doadores têm a autorização negada pelos parentes.
A gerente administrativa do MG Transplantes, Edileia Gonçalves, reforça que a recusa muitas vezes está ligada à falta de informação. “Um doador pode salvar até oito vidas e melhorar a qualidade de muitas outras com a doação de tecidos. É preciso ampliar a conscientização”, afirmou.
O estado também tem investido em logística, contando com apoio de aeronaves da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para garantir rapidez e segurança no transporte dos órgãos. Até agosto, já haviam sido realizados 705 transplantes de órgãos e 755 de córneas em Minas.
Além da retomada do serviço, o HC-UFMG realizou neste sábado a 17ª edição do evento Caminhantes, reunindo pacientes transplantados, pessoas que aguardam por um órgão e profissionais de saúde para troca de experiências e incentivo à doação.
Foto: HC-UFMG/Ebserh / Divulgação
Fonte: O Tempo



















