O Ministério da Saúde anunciou a recomendação para que todas as gestantes do Brasil façam suplementação de cálcio durante o pré-natal, com o objetivo de prevenir complicações graves como a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia. Esses problemas, relacionados à hipertensão, são as principais causas de nascimentos prematuros e morte materna e fetal. A medida será implementada no Sistema Único de Saúde (SUS).
A suplementação, que será oferecida nas unidades de saúde, deve ser feita a partir da 12ª semana de gestação até o parto, com o uso diário de dois comprimidos de carbonato de cálcio (1.250 mg). Essa dosagem visa garantir a ingestão de 1.000 mg de cálcio elementar por dia, quantidade necessária para reduzir o risco de complicações. A recomendação de suplementação universal é baseada em estudos que apontam que muitas gestantes no Brasil consomem menos da metade do cálcio necessário para a saúde.
Além do cálcio, a suplementação de ácido fólico e ferro, que já é feita de forma universal desde 2005, deve ser mantida durante a gestação. A nova recomendação também destaca que, em casos de gestantes com risco elevado de hipertensão, a prescrição de ácido acetilsalicílico (AAS) pode ser associada ao cálcio.
A mudança busca combater a alta taxa de mortes por complicações hipertensivas, que afetam especialmente mulheres negras e indígenas, conforme dados de 2023. A medida visa, assim, melhorar a saúde materna e infantil no Brasil, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Por Agência Brasil, publicado em 17 de fevereiro de 2025.
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