Moradores de Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, voltaram a denunciar a presença de uma grande quantidade de “pó preto” em casas, veículos e áreas externas. O problema é antigo, mas teria se agravado nos últimos meses, causando transtornos.
A poeira, segundo os moradores, se espalha diariamente e acaba impregnada em móveis, pisos, veículos e até dentro das residências. Algumas famílias afirmam que precisam lavar as casas várias vezes ao dia para tentar reduzir a sujeira.
Os moradores também demonstram preocupação com possíveis impactos à saúde. Relatos mencionam dificuldades respiratórias, rouquidão e crianças que precisam permanecer dentro de casa em razão da qualidade do ar.
A reclamação não é nova. Moradores já denunciavam a poluição na região há anos. Na cidade já aconteceu uma CPI na Câmara Municipal, há dois anos, e a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público.
O Ministério Público também instaurou uma Notícia de Fato para apurar denúncias relacionadas à continuidade de atividades potencialmente poluidoras no município.
Em junho deste ano, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou uma ação de monitoramento e fiscalização de atividades potencialmente poluidoras, incluindo siderúrgicas. Segundo a Prefeitura, um relatório deverá apontar os principais problemas encontrados e indicar medidas para reduzir os impactos ambientais.
O prefeito de Matozinhos, Ítalo Borges, em entrevista a TV Globo Minas, informou ainda que o município pretende encaminhar à Câmara Municipal projetos para alterar o Código Tributário e o Código de Meio Ambiente, com o objetivo de aumentar as multas aplicadas às empresas. A intenção, segundo ele, é fazer com que seja mais vantajoso para as empresas investir no controle da poluição do que apenas arcar com penalidades.
Os moradores afirmam que não são contra a geração de empregos e a atividade industrial, mas cobram medidas efetivas para reduzir a poluição e melhorar a qualidade do ar.





















