Uma das vítimas que denunciaram o ginecologista investigado por abusos em Goiânia afirmou ter ficado paralisada durante o atendimento médico. Em entrevista à TV Anhanguera, ela descreveu o momento como de completo bloqueio físico e emocional. “A gente fica completamente imóvel… por alguns minutos, eu morri ali na cadeira”, relatou.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, o profissional é suspeito de cometer abusos durante consultas e exames também no município de Senador Canedo. Até o momento, ao menos 12 denúncias foram registradas.
De acordo com a investigação, o médico iniciava os atendimentos de forma cordial e, gradualmente, passava a adotar comportamentos inadequados, como toques indevidos e perguntas de cunho íntimo. Em alguns casos, há relatos de procedimentos considerados desnecessários e realizados sem o uso de luvas.
A delegada responsável pelo caso destacou que o padrão de conduta se repetia: primeiro, a construção de confiança; depois, a escalada para práticas abusivas. As vítimas também relataram constrangimento e dificuldade de reação diante da situação, especialmente pelo contexto de vulnerabilidade durante exames ginecológicos.
A defesa do investigado afirmou, por meio de advogados, que confia na inocência do cliente e que ele tem colaborado com as investigações. Informou ainda que o profissional não está exercendo a medicina durante a apuração dos fatos.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás comunicou que o registro do médico foi suspenso por determinação judicial e que as denúncias seguem em apuração sigilosa.
O caso segue sob investigação.
Crédito da matéria: G1 Goiás
Crédito da foto: Divulgação/Polícia Civil


















