Novo golpe do Pix usa voz clonada de familiares para enganar vítimas em negociações de carros

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Um novo golpe virtual utiliza clonagem de voz por inteligência artificial associada ao Pix para enganar pessoas em negociações de veículos. Criminosos se passam por familiares e entregam áudios e vídeos falsos para induzir as vítimas a fazerem transferências. Em Campo Grande, um empresário perdeu cerca de 28 mil reais após ser informado, por meio de voz clonada, que o carro já havia sido visto pelo suposto irmão e autorizado para venda. O golpe funcionou ao explorar a familiaridade e a confiança geradas pela voz parecida com a de um parente.A fraude ocorre quando criminosos obtêm dados sobre a família das vítimas e se comunicam como se fossem parentes. A vítima realiza a transferência via Pix sob a impressão de estar fechando negócio com alguém de confiança, o que facilita a ação criminosa. Em outro caso, uma estudante de medicina teve a mãe enganada por um homem que dizia ser coronel do Exército; a suposta estudante autorizava o pagamento após receber áudios e vídeos falsos, com dados da oficina e do profissional que costumavam atender a família. A engenhosidade social, associada à inteligência artificial, é o principal motor da fraude: o objetivo é induzir a vítima a transferir dinheiro, em vez de invadir diretamente a conta bancária.

Especialistas destacam que o sucesso do golpe reside em gatilhos psicológicos como confiança, afeto, autoridade, medo e urgência. Dados públicos coletados previamente ajudam os golpistas a tornar a encenação mais crível. A recomendação é não considerar voz ou imagem como prova única de identidade e adotar uma segunda camada de confirmação, como ligar para o número seguro do familiar, criar uma palavra de segurança e checar detalhadamente os dados do recebedor no aplicativo bancário antes de concluir o Pix.

O Ministério Público informou que ainda não há catalogação de casos idênticos com clonagem de voz, sinalizando a novidade do modus operandi. A orientação é registrar boletim de ocorrência mesmo quando a vítima percebe a tentativa antes de perder dinheiro, para que padrões possam ser identificados pela polícia e pelo órgão.

Caso caia no golpe, a orientação é contatar o banco pelos canais oficiais e requerer o bloqueio ou a contestação via Mecanismo Especial de Devolução (MED), registrar ocorrência, e preservar evidências como conversas, áudios, vídeos, números de telefone, comprovantes de Pix e protocolos de atendimento.

Texto: via g1
Foto: g1

https://ift.tt/dz3GvUJ

Encontre uma reportagem