O número de mulheres protegidas pelo botão do pânico dobrou em Minas Gerais entre agosto de 2025 e setembro de 2026, passando de 610 para 1.226, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O dispositivo, chamado Unidade de Rastreamento Portátil (URP), é utilizado para reforçar a segurança de mulheres em situação de risco de violência doméstica e prevenir feminicídios.
Das 1.226 mulheres atendidas, 762 vivem na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o equivalente a 62% do total. As outras 464 residem no interior do estado.
O equipamento permite acompanhar a localização da vítima e do possível agressor monitorado eletronicamente. Quando há aproximação indevida, um alerta é enviado à central de monitoramento, que pode acionar a Polícia Militar. A mulher também pode apertar o botão para pedir ajuda caso se sinta ameaçada.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o aumento no número de mulheres atendidas pode estar relacionado à integração entre órgãos responsáveis pela proteção das vítimas e à melhoria da gestão de risco.
Apesar do crescimento, o acesso ao dispositivo ainda enfrenta dificuldades no interior. De acordo com o levantamento, Minas Gerais conta com 18 núcleos de distribuição, concentrados principalmente em unidades prisionais, o que pode exigir deslocamentos das vítimas para receber o equipamento.
MULHERES PROTEGIDAS PELO BOTÃO DO PÂNICO DOBRAM EM MINAS GERAIS
Fonte da matéria: O Tempo
Foto: Divulgação/TJMG















