‘Obrigada, escrava’: aluna relata racismo em faculdade de Sete Lagoas

Por Dentro De Tudo:

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Um novo caso de racismo foi registrado em Sete Lagoas, desta vez envolvendo uma aluna de uma faculdade local. Raíza Faustino denunciou uma situação em que uma professora a chamou de “escrava” após receber um clipe que havia caído. A docente justificou o comentário como uma brincadeira, deixando Raíza constrangida, especialmente pelo contexto público em que ocorreu, durante apresentações de trabalhos acadêmicos.

Raíza, que nunca havia interagido anteriormente com a professora, descreveu o incidente como extremamente perturbador, resultando em um profundo impacto emocional. Esta não foi a primeira vez que ela enfrentou discriminação racial, mas considerou este episódio particularmente explícito.

O Centro Universitário de Sete Lagoas (UNIFEMM) foi contatado pela reportagem para comentar sobre o ocorrido. Em resposta, a universidade afirmou repudiar veementemente qualquer forma de racismo, discriminatório ou constrangedor. Foi agendada uma reunião do Conselho Acadêmico Administrativo Superior (CAAS) para investigar o caso, seguindo todos os procedimentos legais e éticos necessários.

A UNIFEMM destacou a existência de um núcleo de Direitos Humanos na instituição, que oferece suporte jurídico e psicopedagógico em casos como este, além de incluir disciplinas na grade curricular voltadas para a conscientização e combate ao racismo estrutural e outras formas de discriminação.

A aluna Raíza Faustino recebeu apoio tanto de colegas quanto de outras pessoas que testemunharam o incidente, evidenciando um suporte significativo da comunidade acadêmica diante da situação.

A universidade reiterou seu compromisso em não tolerar tais atitudes e em oferecer todo o suporte necessário à Raíza durante este processo.

Por SeteLagoas.com.br. Foto: Freepik / gerado por inteligência artificial

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