Os óculos inteligentes Ray-Ban Meta, desenvolvidos pela Meta em parceria com a EssilorLuxottica, passaram a ser alvo de questionamentos no Brasil por possíveis riscos à privacidade.
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e a organização Coding Rights pediram ao Ministério Público Federal (MPF), à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que investiguem o uso do dispositivo.
Os óculos possuem câmeras e microfones integrados e podem registrar fotos e vídeos. As entidades questionam se o sistema de aviso luminoso é suficiente para garantir que outras pessoas percebam quando estão sendo gravadas. Também pedem apuração sobre o tratamento das imagens e possíveis recursos relacionados ao reconhecimento facial.
A representação cita preocupações especiais envolvendo crianças, adolescentes e situações em que existe expectativa de privacidade, como ambientes médicos e outros locais de caráter íntimo.
Em resposta, a Meta afirmou que a privacidade foi considerada no desenvolvimento do produto. A empresa diz que o LED de captura pisca durante fotos e gravações, não pode ser desligado e que, caso seja coberto ou danificado, a câmera é desativada.
As entidades agora querem que as autoridades avaliem os possíveis impactos do dispositivo e a compatibilidade de seus recursos com a legislação brasileira de proteção de dados e defesa do consumidor.
Crédito do texto: Por Dentro de Tudo
Fonte: Itatiaia
Crédito da foto: Meta/Divulgação













