Uma operação coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) resultou na transferência de 24 presos ligados a facções, organizações criminosas ou grupos estruturados de unidades da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) para o sistema prisional comum.
A Operação Salvaguarda identificou 50 detentos com condenações ou vínculos com organizações criminosas em unidades da Apac em Minas Gerais. As transferências foram determinadas pela Justiça após a análise individual dos casos.
A ação contou com a participação da Agência Central de Inteligência da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Inteligência da Polícia Penal e da Polícia Civil.
Segundo o MPMG, a investigação buscou verificar se o perfil dos presos era compatível com o modelo de cumprimento de pena adotado pelas Apacs. Entre os critérios previstos está a proibição de que o detento integre organização criminosa, milícia, grupo paramilitar ou facção criminosa.
O levantamento alcançou unidades de diversas regiões do Estado, incluindo Araxá, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Frutal, Inhapim, Paracatu, Patos de Minas, Pedra Azul, Pouso Alegre, Salinas e Teófilo Otoni.
Após a análise das informações, os dados foram encaminhados aos promotores responsáveis pelas Varas de Execuções Penais. A Justiça avaliou cada caso e determinou a transferência dos presos considerados incompatíveis com o cumprimento da pena nas unidades da Apac.
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Crédito da foto: Yuri Cortez/AFP
Fonte: O TEMPO / Ministério Público de Minas Gerais.















