A Prefeitura de Pedro Leopoldo avançou nas negociações com a Copasa para enfrentar o histórico problema de falta de água no município. A companhia apresentou uma proposta que prevê mais de R$ 100 milhões em investimentos e aumento de 50% na capacidade de abastecimento nos próximos três anos.
As negociações ganharam força após a Prefeitura cobrar medidas concretas para solucionar os problemas de abastecimento e esgotamento sanitário. Segundo a administração municipal, a gestão do prefeito Emiliano Braga chegou a preparar estudos para uma nova concessão dos serviços diante da permanência das dificuldades.
A pressão fez com que a direção da Copasa fosse oficialmente a Pedro Leopoldo para discutir as demandas da cidade. A nova proposta apresentada pela companhia prevê oito grandes etapas de investimentos.
De acordo com o planejamento, as quatro primeiras etapas devem ampliar a capacidade do sistema para além da demanda projetada até maio de 2028. Já as intervenções destinadas aos problemas enfrentados atualmente pelos moradores têm previsão de começar imediatamente e serem concluídas até outubro de 2027, caso o programa seja aprovado.
As primeiras melhorias estão previstas ainda para 2026. Entre elas está a substituição da bomba localizada na Rua São Paulo, que tem cerca de 35 anos. O novo equipamento deverá melhorar o abastecimento do reservatório Adélia Issa, apontado como responsável por aproximadamente 80% dos problemas atuais de abastecimento.
Também está prevista a instalação de 10 válvulas de retenção, com o objetivo de manter o reservatório em nível mais elevado. Para novembro, a previsão apresentada é de instalação de um novo reservatório com capacidade para 250 mil litros no Mirante.
Em um horizonte de até dez anos, a proposta prevê que a capacidade do sistema de abastecimento de Pedro Leopoldo seja ampliada em 70%, preparando a estrutura também para o crescimento da cidade.
A proposta ainda depende de aprovação e avanço das negociações entre o município e a companhia.













