Uma descoberta liderada por pesquisadoras mineiras pode representar um dos maiores avanços no combate à malária. Cientistas do CT-Vacinas, em Belo Horizonte, identificaram componentes do parasita que podem permitir o desenvolvimento de uma vacina universal, capaz de proteger contra diferentes espécies e fases da doença.
O estudo foi publicado na revista científica Nature, considerada uma das mais prestigiadas do mundo, e entrou para a história ao se tornar o primeiro artigo liderado por cientistas brasileiras publicado pelo periódico em seus 157 anos de existência.
A pesquisa mapeou antígenos presentes em diferentes espécies e fases do ciclo de vida do parasita da malária. Segundo as cientistas, essa descoberta quebra um paradigma antigo e abre caminho para imunizantes mais eficazes e duradouros, com potencial para oferecer proteção mais ampla do que as vacinas atualmente disponíveis.
Além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina universal, o estudo também poderá aprimorar os imunizantes já existentes, estimulando uma resposta mais eficiente do sistema imunológico por meio da ativação das chamadas células T, responsáveis por eliminar células infectadas.
A equipe agora trabalha na fase de desenvolvimento da vacina candidata e pretende iniciar testes pré-clínicos. Caso os resultados sejam positivos, o próximo passo será solicitar autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar estudos em humanos.
A pesquisa reforça o protagonismo da ciência brasileira no cenário internacional e representa um marco para a participação feminina na produção científica de alto impacto.
Foto: Laura Ferraz/CT-Vacinas
Fonte: O TEMPO
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MINEIRAS FAZEM HISTÓRIA MUNDIAL













