A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pela defesa do empresário investigado no âmbito da Operação Compliance, que apura um esquema de fraudes financeiras, corrupção, intimidação e ataques digitais ligados ao Banco Master.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria atuado por meio de uma estrutura paralela dividida em dois núcleos: um voltado para vigilância, obtenção de informações sigilosas e intimidações, e outro responsável por ações tecnológicas, como invasões de dispositivos eletrônicos e ataques cibernéticos.
A PF aponta que o grupo também utilizava empresas para movimentações financeiras e pagamentos relacionados às operações ilegais. A investigação revelou ainda apreensão de celulares, bloqueio de bens e cumprimento de mandados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
A proposta de colaboração foi recusada pela PF sob alegação de que as informações apresentadas acrescentavam poucos elementos ao que já havia sido descoberto durante as apurações. A Procuradoria-Geral da República ainda poderá analisar o pedido.
As investigações tiveram início em 2024, após suspeitas envolvendo carteiras de crédito sem lastro adequado. Segundo estimativas citadas na investigação, o impacto financeiro do caso pode ultrapassar R$ 50 bilhões em ressarcimentos.
Fonte: @bhaz















