As picadas de escorpiões seguem como principal causa de atendimentos por acidentes com animais peçonhentos em Minas Gerais em 2026. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde indicam que esses casos representam a maior parte das ocorrências registradas, refletindo a ampla adaptação desses animais ao ambiente urbano.
Segundo o levantamento, milhares de notificações já foram registradas apenas nos primeiros meses do ano. Especialistas apontam que a presença de escorpiões está diretamente ligada à rede de esgoto, onde encontram condições favoráveis como umidade, abrigo e oferta de alimento, principalmente insetos.
Outros animais também aparecem nas estatísticas, como abelhas, aranhas e serpentes, mas com números inferiores. Em relação às áreas do corpo mais atingidas, mãos e pés concentram a maioria dos casos, o que está associado ao contato direto durante atividades domésticas, manuseio de objetos ou circulação em áreas externas.
Autoridades de saúde alertam que crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações. Por isso, a recomendação é adotar medidas preventivas, como manter ambientes limpos, evitar acúmulo de entulho, usar calçados fechados, utilizar luvas ao lidar com jardins ou materiais e verificar roupas e sapatos antes do uso.
A orientação também inclui atenção redobrada em áreas urbanas e residenciais, onde a incidência tem sido mais frequente devido à adaptação desses animais ao convívio com o homem.

















