Professores de escolas particulares da Região Metropolitana de Belo Horizonte decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (16). A decisão foi tomada durante uma assembleia que reuniu cerca de 300 docentes.
A categoria reivindica reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao INPC, e contesta a proposta de separar as regras trabalhistas dos professores da educação básica e do ensino superior em duas Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs).
Atualmente, os dois segmentos são contemplados por uma única convenção. O Sindicato dos Professores (Sinpro Minas) defende a manutenção do modelo atual e afirma que a divisão poderia afetar direitos previstos na convenção.
Já o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) defende a separação por segmentos. A entidade afirma que as instituições possuem diferentes portes e realidades econômicas e que nenhum benefício já garantido aos professores está sendo retirado.
Segundo o Sinpro Minas, dezenas de escolas da Grande BH tiveram as atividades afetadas parcial ou integralmente. O Sinepe-MG, por outro lado, informou que recebeu relatos de problemas em seis das 811 escolas particulares representadas e afirmou que as instituições permaneceram abertas nesta quarta-feira.
O sindicato patronal também questionou o cumprimento dos prazos legais para comunicação da greve e informou que pretende adotar medidas jurídicas. As negociações entre as entidades continuam sendo discutidas na Justiça do Trabalho.
Crédito da matéria: g1 Minas
Crédito da foto: Sinpro Minas
PROFESSORES DA REDE PARTICULAR DA GRANDE BH ENTRAM EM GREVE















