Dois homens foram presos e um terceiro está foragido, suspeitos de integrar uma quadrilha que roubava e extorquia mulheres durante corridas por aplicativo em Belo Horizonte e Nova Lima, na Região Metropolitana. As prisões ocorreram na manhã de segunda-feira (19), durante a Operação Rebu Branco, da Polícia Civil de Minas Gerais.
Segundo as investigações, o grupo era formado por um motorista e dois comparsas que ficavam escondidos no porta-malas do veículo. Durante as viagens, um deles saía do compartimento, entrava no banco traseiro e anunciava o assalto.
Ao todo, quatro mulheres foram identificadas como vítimas. Os crimes ocorreram em setembro, nos bairros Belvedere e Buritis, em Belo Horizonte, e na região do Vila da Serra, em Nova Lima.
De acordo com a Polícia Civil, as passageiras eram ameaçadas e obrigadas a entregar os celulares, fornecer senhas e realizar transferências via Pix e empréstimos bancários. Em um dos casos, uma vítima teria permanecido em cárcere privado por cerca de uma hora.
As investigações também apontaram que o motorista utilizava um perfil cadastrado em nome de outra pessoa e um veículo diferente daquele informado na plataforma. Segundo o delegado responsável pelo caso, as vítimas acionaram os recursos de segurança do aplicativo, e os registros contribuíram para as investigações.
Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços no bairro Serra, em Belo Horizonte, e em Ibirité. Cinco celulares foram apreendidos para análise, com o objetivo de rastrear o dinheiro e identificar possíveis envolvidos no recebimento das transferências.
A Polícia Civil orienta que passageiros confiram, antes de entrar no veículo, o nome do motorista, o modelo e a placa do carro. Em caso de divergência, a recomendação é não iniciar a viagem e solicitar outra corrida.
Fonte: O TEMPO
Foto: PCMG/Divulgação














