A insegurança tem impactado diretamente a rotina das mulheres em Minas Gerais e alterado hábitos cotidianos. Um levantamento recente revelou que 47,5% das mulheres já desistiram de sair de casa por medo da violência no trajeto, um dado que evidencia a dimensão do problema e chama atenção para a mobilidade urbana no estado.
O estudo mostra que o receio não é pontual, mas constante. Muitas mulheres passaram a reorganizar suas rotinas, evitando determinados horários, trajetos e até atividades simples do dia a dia. A situação ganha ainda mais relevância quando comparada ao comportamento masculino, já que entre os homens o percentual é significativamente menor.
Além disso, a pesquisa indica que mulheres saem menos de casa e planejam mais seus deslocamentos. Mais de 60% afirmam pensar previamente no trajeto, adotando estratégias para reduzir riscos. O cenário reforça uma realidade de vigilância permanente, que impacta diretamente a liberdade de ir e vir.
Outro dado que chama atenção é a vivência direta com situações de violência ou assédio durante deslocamentos. Uma parcela significativa relatou já ter presenciado ou sido vítima desses episódios, o que contribui para a sensação de medo constante.
Especialistas apontam que o problema também está ligado à forma como as cidades são estruturadas, muitas vezes sem considerar as necessidades específicas das mulheres, como iluminação adequada e segurança em pontos de transporte público. O tema levanta debate sobre políticas públicas e a necessidade de tornar os espaços urbanos mais seguros e acessíveis.
A insegurança tem levado muitas mulheres a buscar alternativas consideradas mais seguras, como o uso de carro próprio, o que também evidencia falhas no sistema de mobilidade.
Você já deixou de sair de casa por medo da violência no trajeto?
MEDO MUDA ROTINA DE MULHERES EM MG
Texto: Redação
Foto: Fred Magno/O Tempo
Fonte: O Tempo


















