A Receita Federal pagou mais de R$ 41 bilhões em restituições do Imposto de Renda 2026 a cerca de 25,9 milhões de contribuintes. Segundo os dados divulgados pelo órgão e publicados pela Folhapress, o valor é recorde e foi distribuído em cinco lotes.
Quem teve a restituição retida na malha fina ainda pode receber o dinheiro após corrigir as pendências identificadas pelo Fisco. A Receita informou que notificou 498,5 mil contribuintes com direito à restituição para orientar a regularização de erros nas declarações.
A iniciativa faz parte de um projeto de orientação para que os contribuintes corrijam as informações antes de outras medidas fiscais. Após a regularização, quem tiver valores a receber poderá entrar nos lotes residuais mensais, respeitando a ordem de prioridade prevista em lei.
COMO CORRIGIR A DECLARAÇÃO
O contribuinte deve acessar o programa do Imposto de Renda utilizado para enviar a declaração, selecionar a opção de retificação, informar o número do recibo da declaração original e corrigir os dados necessários.
Antes de transmitir o documento, é importante verificar as pendências e conferir os comprovantes. A Receita analisará a última declaração enviada.
A declaração retificadora pode ser apresentada em até cinco anos, mas a correção de erros pode alterar a posição do contribuinte na fila de restituição.
QUEM TEM PRIORIDADE PARA RECEBER?
A ordem de prioridade inclui idosos com 80 anos ou mais; idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave; contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério; e pessoas que utilizam a declaração pré-preenchida e optam por receber via Pix, conforme os critérios legais. Os demais contribuintes recebem posteriormente.
COMO AUMENTAR A RESTITUIÇÃO
Despesas dedutíveis previstas em lei, como gastos médicos comprovados, educação dentro dos limites legais, dependentes e contribuições previdenciárias, podem reduzir o imposto devido ou aumentar a restituição.
É fundamental declarar apenas valores permitidos e manter os comprovantes. Informações incorretas, despesas não dedutíveis ou divergências nos valores podem levar à malha fina.
Fonte do texto: O TEMPO / Folhapress
Crédito da foto: Andrzej Rostek / Shutterstock

















