O impacto das redes sociais não é igual para todas as idades. Entre adolescentes, a comparação com colegas e influenciadores, além da busca por curtidas e aprovação, pode afetar a autoestima e aumentar a ansiedade. Na vida adulta, a dificuldade de se desconectar pode misturar demandas profissionais e pessoais. Já entre idosos, as plataformas podem ajudar a manter vínculos, mas também podem reduzir a convivência presencial quando substituem outras formas de interação.
Segundo a psicóloga Suellen Martins, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, mais importante do que apenas o tempo conectado é observar o tipo de conteúdo consumido e os efeitos desse uso na rotina. Alterações no sono, isolamento, irritabilidade, abandono de atividades e necessidade constante de verificar as plataformas podem indicar uma relação prejudicial com as redes.
Dados da TIC Kids Online Brasil 2024 mostram que a internet também pode exercer uma função positiva entre jovens. Entre usuários de 11 a 17 anos, 41% disseram que a internet ajudou a lidar com algum problema de saúde. O levantamento também aponta diferenças por idade e gênero na busca por apoio emocional.
Na vida adulta, mensagens de trabalho, notícias e interações sociais podem manter a pessoa conectada mesmo fora do expediente. Entre os idosos, a tecnologia pode facilitar o contato com familiares e amigos, especialmente quando encontros presenciais são difíceis.
A especialista ressalta que as redes sociais não devem ser tratadas como causa isolada de problemas de saúde mental. O principal sinal de alerta está nas mudanças de comportamento e quando o uso começa a interferir no sono, nos relacionamentos e nas atividades do dia a dia.
A discussão ganha destaque durante o Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio. Identificar sinais de sofrimento e buscar ajuda profissional pode ser fundamental para evitar o agravamento de situações de vulnerabilidade.
Fonte da matéria: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo
Fonte da foto: Divulgação/São Camilo
REDES SOCIAIS PODEM AFETAR A SAÚDE MENTAL DE FORMAS DIFERENTES















