Impactos no sono e no funcionamento diário
O sono é dividido em ciclos de aproximadamente 90 minutos, com estágios profundos importantes para a restauração física. O sono fragmentado, causado pelo barulho ou por despertares frequentes, pode reduzir o tempo nesses estágios restauradores, levando ao cansaço mesmo com bastante tempo de cama. A privação de sono pode prejudicar memória, concentração e regulação hormonal, além de afetar a capacidade de lidar com o estresse, o que aumenta irritabilidade.
Relatos ilustram o efeito na vida prática
Meg Warren, aos 29 anos, relatou que o ronco do ex-parceiro deixava-a acordada e, pela manhã, sentia-se alerta demais, confusa e atordoada — sensação semelhante à de ressaca. Em alguns casos, o distúrbio chega a colocar em risco a intimidade do relacionamento, com relatos de separação de quartos para reduzir o barulho.
Quando buscar ajuda
Especialistas ressaltam a importância de diferenciar ronco simples de apneia do sono, condição em que a respiração para e recomeça repetidamente durante a noite. A apneia pode exigir tratamento com CPAP (mascará com pressão de ar positiva) ou, em alguns casos, cirurgia. Para o ronco não relacionado à apneia, mudanças de estilo de vida costumam reduzir o problema: perda de peso, parar de fumar, reduzir álcool antes de dormir e dormir de lado. Em alguns casos, o clínico pode indicar tratamento de alergias ou obstruções nasais ou o uso de protetor bucal que mantém a mandíbula para frente para manter as vias aéreas abertas.
A mensagem final é clara: a irritação, as discussões e a queda da intimidade podem ser consequências do sono interrompido. Existe ajuda disponível, basta buscar.
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Texto: via g1
Foto: g1












