O roubo e o furto de cargas continuam entre os principais desafios do transporte rodoviário em Minas Gerais. Apesar da redução no número de ocorrências registradas em 2025, os prejuízos financeiros seguem elevados, já que muitos caminhões transportam mercadorias de alto valor.
Além das perdas materiais, caminhoneiros convivem diariamente com o medo da violência nas estradas. Motoristas relatam que precisam planejar cuidadosamente onde vão parar para descansar, evitando locais considerados mais vulneráveis à ação de criminosos.
Segundo especialistas, alimentos, produtos de higiene e limpeza estão entre as cargas mais visadas por terem fácil revenda no mercado ilegal. Pneus e combustíveis também são alvos frequentes das quadrilhas.
Outro fator que aumenta a vulnerabilidade é a obrigatoriedade do descanso prevista na legislação. Em muitos casos, caminhoneiros precisam interromper a viagem antes de chegar ao destino, permanecendo estacionados em postos às margens das rodovias.
Para reduzir os riscos, transportadoras têm ampliado os investimentos em rastreamento por satélite, monitoramento em tempo real, iscas eletrônicas e programas de gerenciamento de risco. Segundo representantes do setor, esses custos acabam sendo incorporados ao valor do frete e, consequentemente, ao preço final dos produtos.
Empresários e caminhoneiros defendem que o combate ao roubo de cargas depende do reforço da fiscalização nas rodovias e da atuação integrada das forças de segurança para reduzir a ação das organizações criminosas.
Foto: Reprodução/Itatiaia.
Fonte: Itatiaia.
















