A Justiça de Minas Gerais recebeu a denúncia do Ministério Público contra um sargento da Polícia Militar por feminicídio, após a morte de sua companheira, uma capitã da Polícia Militar. O crime, ocorrido em 20 de julho, aconteceu no apartamento do casal localizado no bairro Palmares, região Nordeste de Belo Horizonte. Desde 21 de julho, o sargento se encontra preso, após ter sido detido em flagrante com a prisão convertida em preventiva.
O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado por uma crise de ciúmes. A capitã foi brutalmente agredida com golpes de um objeto de madeira e sofreu esganamento. Informações indicam que o sargento teria tentado alterar a cena do crime, lavando lençóis e escondendo os pedaços de madeira utilizados na agressão.
Depois do crime, o sargento levou a vítima ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens. No entanto, os profissionais do hospital identificaram sinais incompatíveis com a versão apresentada por ele. Segundo o Ministério Público, a capitã já estava morta havia horas quando chegou ao hospital, o que levantou suspeitas e contribuiu para sua prisão em flagrante.
## Decisão judicial e próximos passos
A juíza responsável pelo caso, Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, manteve a prisão preventiva do sargento. Ela também negou um pedido do Ministério Público de Minas Gerais para que o processo corresse em sigilo, afirmando que a repercussão do caso não justifica tal medida. Dentro dos próximos dez dias, o sargento deverá ser citado para apresentar sua resposta à acusação.
O caso segue seu curso na Justiça, enquanto a decisão da juíza de manter o processo público permite que a sociedade acompanhe o desenrolar do julgamento e as ações referentes ao caso.
Crédito da matéria: O Tempo
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