A quarentena e a necessidade de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus causaram grande impacto em diversos segmentos, um deles o de transporte escolar. Vários destes profissionais precisaram se reinventar e seguem em outras profissões até o retorno das aulas presenciais, que ainda não tem previsão de reinício.
Em Matozinhos, são vários os casos de profissionais que estão lutando para conseguir arcar com o financiamento das vans, que giram em torno de R$ 2 a 4 mil reais mensais. “Eu pago R$ 2549 por mês. Minhas prestações (financiamento) estão atrasadas. Estou fazendo bico para sobreviver, mas não está fácil. Vamos ver até quando iremos suportar tudo isso. É confiar em Deus”, disse Hélio Barbosa, que mora no bairro São Miguel, e trabalha como motorista de van escolar há 9 anos.
Já Rosalina Aparecida, morador do Distrito de Mocambeiro, está fazendo pães, bolos e biscoitos para serem comercializados na comunidade onde mora. “Foi a alternativa que encontrei. Desde março sem trabalhar, e não consegui auxílio nem para mim e nem para meu filho que trabalha comigo van. Tive que me reinventar”, disse.
Outro motorista que pediu para não ser identificado revelou que vai deixar a profissão. “Vou mudar de profissão, pois nossa classe foi extremamente prejudicada. Não tivemos amparo nenhum. Pretendo me organizar para abandonar o escolar”, desabafou.
A mesma situação acontece com alguns motoristas de escolares em Pedro Leopoldo. “A mais de 12 anos trabalhando com transporte escolar, veio a pandemia e mudou totalmente a minha vida profissional e pessoal. Foi assustador! Como iria pagar contas e sobreviver? Tive que reinventar algo no qual eu sempre tive habilidade de fazer que é lavar carros. Montei um lava-rápido e estou aí graças a Deus com muitos clientes”, contou Anderson.
COM IMPOSTO E SEM RESPOSTA
No mês de dezembro de 2020, o vereador de Matozinhos, Ronaldo Adriano, fez um requerimento pedindo a isenção de ISS (Imposto Sobre Serviço) para os motoristas de vans escolares. “O ISS é um imposto a ser arrecadado. Em 2020, nós pagamos o ISS do ano todo, mas só rodamos até março. Ele é imposto sobre serviço prestado, ou seja, pagamos e não trabalhamos no ano passado. Se é proporcional ao serviço, como vamos pagar neste ano?”, questionou.
O Por Dentro de Tudo solicitou uma resposta sobre o assunto à Prefeitura de Matozinhos, mas, até o momento, não obtivemos retorno.
AOS MOTORISTAS DE ESCOLARES
O Por Dentro de Tudo tem um dos maiores canais de divulgação via instagram e facebook da região. Nós estamos disponibilizando esta ferramenta para que vocês divulguem o trabalho que estão realizando neste momento de pandemia.
Para isso, envie a foto do serviço, contato e endereço que iremos divulgar, enquanto for necessário.
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