Um levantamento da Polícia Civil de Minas Gerais aponta que 87% das vítimas de feminicídio no estado não possuíam medida protetiva de urgência no momento do crime, evidenciando a subnotificação e a dificuldade de acesso ou acionamento dos mecanismos de proteção.
Somente no mês de março, foram solicitadas 1.899 medidas protetivas. Ainda assim, os dados indicam que muitas vítimas não chegaram a buscar apoio formal antes das ocorrências, o que reforça a importância da denúncia precoce.
No mesmo período, a corporação promoveu 160 ações educativas e realizou o atendimento de 3.154 mulheres em situação de violência, em 69 delegacias. Também foram registradas 659 prisões em flagrante e 112 mandados de prisão preventiva cumpridos até o dia 30 de março.
As ações integram a Operação Amparo, que, em sua terceira fase, tinha como meta o cumprimento de 214 mandados no mês. A operação resultou na prisão de 41 suspeitos, apreensão de 10 armas de fogo e cumprimento de 143 mandados de busca e apreensão, além de mais de 220 visitas tranquilizadoras a vítimas.
A Polícia Civil também destacou a ampliação da rede de apoio, com a criação de núcleos especializados, implantação de Salas Lilases em delegacias de plantão e funcionamento 24 horas do Defan. Em Belo Horizonte, a Casa da Mulher Mineira foi citada como referência no acolhimento.
Entre as iniciativas de prevenção e orientação estão programas como o PCMG por Elas, o Projeto Dialogar e um curso online gratuito voltado à informação sobre direitos e canais de denúncia.
O levantamento reforça que o silêncio ainda é um dos principais fatores de risco e que buscar ajuda pode ser decisivo para evitar desfechos mais graves.
Crédito da matéria: BHAZ
Crédito da foto: BHAZ
Fonte: BHAZ
FEMINICIDIO SEM PROTECAO ALERTA AUTORIDADES EM MG


















