As principais centrais sindicais do Brasil decidiram intensificar a mobilização para tentar antecipar a votação da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
A articulação foi definida nesta sexta-feira (4), após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciar que a análise da proposta deverá ocorrer somente depois das eleições de 2026.
Os sindicatos pretendem pressionar senadores nos estados, ampliar as manifestações nas redes sociais, realizar panfletagens e organizar novos protestos de rua. Também será solicitada uma reunião com Alcolumbre para defender a votação antes do primeiro turno.
O presidente da CUT, Sérgio Nobre, afirmou que os parlamentares serão cobrados durante a campanha eleitoral. Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, criticou o adiamento e disse que a decisão pode fazer a discussão voltar à estaca zero.
A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (2), abrindo caminho para a análise no plenário.
As centrais sindicais defendem a mudança alegando que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e permitir mais tempo para família e outras atividades.
Do outro lado, entidades empresariais são contrárias à proposta e afirmam que a redução da jornada poderá aumentar os custos das empresas e gerar impactos sobre empregos e a economia.
A votação ainda depende da definição da pauta do Senado.
Fonte da matéria: Hoje em Dia/Agência Brasil
Fonte da foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
SINDICATOS PROMETEM PRESSÃO PELO FIM DA ESCALA 6X1













