Sobrevida no câncer sobe de 49% para 71% após décadas de avanços, mas tumores ainda desafiam a medicina

Por Dentro De Tudo:

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Cinco décadas de pesquisas transformaram o tratamento de vários tipos de câncer. Nos Estados Unidos, a sobrevida relativa em cinco anos passou de 49% para 71% entre pacientes diagnosticados no fim dos anos 1970 e aqueles diagnosticados entre 2016 e 2022, segundo relatório da Associação Americana de Pesquisa em Câncer.

Os avanços foram especialmente expressivos em algumas doenças do sangue. Na leucemia mieloide crônica, a taxa de sobrevida em cinco anos saltou de 21% para 71%, impulsionada por medicamentos direcionados a alterações genéticas específicas. Já no câncer de pâncreas, o índice avançou de apenas 3% para 14%.

Outros resultados também chamam a atenção. Entre crianças e adolescentes de até 19 anos, a sobrevida para todos os tipos de câncer subiu de 63% para 86%. Na leucemia linfoide, chegou a 90%, enquanto no linfoma de Hodgkin alcançou 98%.

O câncer de pulmão também apresentou melhora: a sobrevida em cinco anos passou de 13% para 29%. A evolução está relacionada à redução do tabagismo, ao diagnóstico precoce e à chegada de tratamentos como a imunoterapia e as terapias-alvo.

Apesar dos progressos, tumores como os de pâncreas, fígado e esôfago continuam entre os mais desafiadores. A ausência de exames de rastreamento para boa parte dessas doenças, os sintomas pouco específicos e a descoberta em estágios avançados dificultam o tratamento.

No Brasil, o acesso às inovações ainda é desigual. O SUS oferece tratamentos importantes, como o imatinibe para leucemia mieloide crônica, mas medicamentos mais modernos podem demorar a chegar à rede pública. Especialistas destacam que a demora para realizar exames complementares e iniciar o tratamento também pode comprometer as chances de recuperação.

Os dados citados são dos Estados Unidos e não podem ser aplicados diretamente à população brasileira. Além disso, sobrevida em cinco anos não significa necessariamente cura, pois indica a proporção de pacientes vivos após esse período.

CÂNCER: AVANÇOS SALVAM VIDAS, MAS O ACESSO AINDA É DESIGUAL

Fonte: g1
Texto: Talyta Vespa, g1

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