Uma operação conjunta das polícias civis de dois estados prendeu uma pessoa suspeita de realizar cirurgias plásticas clandestinas que resultaram na morte de clientes. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (20), em São Paulo, como parte das investigações sobre uma morte registrada em outubro de 2024, no Paraná.
De acordo com a polícia, a suspeita realizava procedimentos estéticos sem formação médica, aplicando silicone industrial em mulheres trans e travestis. O uso dessa substância é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido aos graves riscos à saúde, podendo causar deformações, infecções e até a morte.
A vítima no Paraná contratou o procedimento por R$ 1,5 mil. Após complicações, foi socorrida pelo marido e levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde morreu. O local onde ocorreu a aplicação foi descrito por peritos como inadequado e insalubre.
Além deste caso, a polícia investiga outra morte atribuída à suspeita, registrada em 2019, no interior de São Paulo. Indiciada por homicídio e exercício ilegal da medicina, ela pode pegar até 22 anos de prisão.
A defesa da suspeita ainda não foi identificada.
Foto: Polícia Civil
Fonte: Polícia Civil do Paraná















