O Brasil registrou um aumento expressivo nas vendas de tadalafila nos últimos dez anos. Segundo levantamento exclusivo do portal g1, o consumo do medicamento saltou quase 20 vezes. A substância, originalmente usada para tratar disfunção erétil, conquistou popularidade nas redes sociais, especialmente entre jovens, com promessas que vão de mais tempo de ereção ao aumento do tamanho do pênis — o que os médicos garantem que não passa de mito.
A tadalafila, disponível no mercado desde os anos 2000 como uma alternativa ao famoso Viagra (sildenafila), tem ação mais prolongada e menos efeitos colaterais. Mas o uso sem prescrição pode trazer riscos à saúde física e mental.
O que é verdade e o que é mito?
🕒 Aumenta o tempo de ereção?
❌ Mito. O remédio não prolonga o tempo da ereção até a ejaculação. O que ocorre é que, ao garantir firmeza, o homem se sente mais seguro e relaxado durante o sexo, o que pode melhorar o desempenho.
📏 Aumenta o tamanho do pênis?
❌ Mito. A vasodilatação pode gerar a ilusão de aumento, especialmente com mais sangue circulando na região íntima, mas não há crescimento real do órgão.
🔁 Facilita relações sexuais repetidas em menos tempo?
✅ Verdade. A tadalafila diminui o intervalo de recuperação entre as relações sexuais, o que permite uma nova ereção mais rapidamente.
⚠️ Não tem efeitos colaterais?
🟡 Parcialmente verdade. Apesar de ser considerada segura, a tadalafila pode causar:
- Dor de cabeça, dores musculares, rubor, congestão nasal e indigestão.
- Casos mais graves (raros): perda de audição ou visão, priapismo e queda de pressão.
Além disso, especialistas alertam para o risco de dependência emocional: usuários jovens podem desenvolver a crença de que só conseguem ter desempenho sexual com o uso do medicamento.
🏋️ Melhora o desempenho nos treinos?
❌ Mito. Apesar da impressão de veias mais aparentes, não há comprovação científica de que melhore rendimento físico.
👩 Funciona para mulheres?
❌ Mito. Pesquisas não comprovaram eficácia do medicamento para o público feminino. O uso não é recomendado para mulheres.
Especialistas defendem que a disfunção erétil seja tratada sem tabu, mas alertam sobre os perigos de se perder a referência do que é natural em busca de um desempenho sexual idealizado.
📸 Foto: Arte/g1
📰 Fonte: Reportagem de Poliana Casemiro | g1 — Publicada em 17/05/2025, atualizada há 8 horas














