A nova proibição expande o conjunto de medidas contra produtos paraguaios sem registro no Brasil, em meio a um contexto de disputas judiciais envolvendo pacientes que buscam autorização para trazer o medicamento irregular. Em junho, o G1 apurou que havia pelo menos 12 ações na Justiça Federal pedindo autorização para importar o fármaco. Em cinco casos, magistrados chegaram a conceder liminares favoráveis aos pacientes, decisões que foram revistas por órgãos de fiscalização, que pleitearam a revogação das autorizações, mesmo para uso pessoal.
O embate envolve, de um lado, pacientes citando o preço muito mais baixo no Paraguai; de outro, autoridades sanitárias apontando riscos à saúde pública caso produtos sem registro entrem no sistema de saúde brasileiro. A farmacovigilância da Anvisa investiga 46 mortes associadas ao uso de tirzepatida; contudo, não é possível determinar quantas ocorreram com medicamentos irregulares, já que produtos sem registro não contam com rastreabilidade de lote ou procedência.
Conforme a proibição avança, a disputa entre acesso e segurança deve permanecer na pauta de tribunais e da fiscalização sanitária nos próximos meses.
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Texto: via g1
Foto: g1














