Trabalhadores que bebiam água barrenta de rio serão indenizados em R$ 110 mil em MG

Por Dentro De Tudo:

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Cinco trabalhadores resgatados de uma situação análoga à escravidão em uma fazenda no município de Tiros, no Alto Paranaíba, serão indenizados em R$ 110 mil cada. O acordo foi firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e os empregadores responsáveis, totalizando R$ 1 milhão em indenizações e reparações.

De acordo com as investigações, os trabalhadores, naturais da Bahia, realizavam serviços de roçagem de pastagens em condições degradantes. Eles consumiam refeições frias no local de trabalho, utilizavam equipamentos inadequados e bebiam água barrenta retirada diretamente de um rio que cortava a propriedade.

Do valor total acordado, R$ 550 mil serão destinados às vítimas, que receberão R$ 110 mil cada entre junho de 2026 e janeiro de 2027. Os outros R$ 450 mil serão destinados a fundos e projetos sociais indicados pelo Ministério Público do Trabalho, com pagamentos previstos até dezembro de 2028.

A investigação teve início após uma ação da Polícia Militar, que encontrou os trabalhadores em situação precária. Segundo o MPT, eles recebiam R$ 100 por dia, mas tinham descontados dos salários os custos de alimentação e transporte. Além disso, trabalhavam sem registro em carteira e sem equipamentos de proteção adequados.

O procurador do Trabalho Rodney Lucas Vieira de Souza destacou que um dos trabalhadores utilizava um tênis rasgado durante a atividade e que outro sofreu um corte na perna provocado por uma roçadeira sem receber atendimento adequado. Segundo o relato, os empregadores teriam orientado o trabalhador a colocar sal no ferimento e continuar trabalhando.

Além das indenizações, os fazendeiros assumiram o compromisso de cumprir uma série de medidas permanentes para garantir condições dignas aos trabalhadores, incluindo registro em carteira, fornecimento de água potável, equipamentos de proteção, alojamentos adequados e assistência médica em caso de acidentes.

O descumprimento das obrigações poderá resultar em multa de R$ 5 mil por cláusula violada.

Foto: MPT/Divulgação

Fonte: G1 Triângulo Mineiro

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