Transplante inédito leva à remissão do HIV em paciente e reforça avanços da medicina

Por Dentro De Tudo:

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Um homem de 63 anos apresentou remissão do HIV após passar por um transplante de medula óssea com doação do próprio irmão. O caso é considerado inédito por utilizar um doador com esse grau de parentesco e amplia as perspectivas de tratamento da doença.

O procedimento utilizou células com uma mutação genética rara, conhecida por dificultar a entrada do vírus no organismo. Após o transplante, o sistema imunológico do paciente foi reconstruído com essas células, impedindo a replicação do HIV.

Exames realizados após o procedimento não identificaram sinais detectáveis do vírus no sangue, nos tecidos e na medula óssea. Mesmo após a suspensão dos medicamentos antirretrovirais, o quadro permaneceu estável ao longo do acompanhamento.

Apesar do resultado promissor, especialistas evitam utilizar o termo “cura” e preferem classificar o caso como remissão sustentada. Isso significa que o vírus permanece sob controle, sem causar danos, mas ainda exige acompanhamento contínuo.

O HIV é considerado difícil de eliminar porque pode permanecer “adormecido” em pequenas quantidades dentro das células do organismo. Esse comportamento permite que o vírus volte a se manifestar caso o tratamento seja interrompido sem controle.

Pesquisadores destacam que o avanço contribui para a compreensão dos mecanismos de controle do vírus e pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas no futuro.

Crédito: Redação

Foto: Reprodução

Fonte: @g1

REMISSÃO DO HIV APÓS TRANSPLANTE INÉDITO

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