UFMG recruta voluntários para testar a eficácia de vacina em desenvolvimento contra a Aids

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A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recruta 120 voluntários para receber vacinas contra o HIV, em Belo Horizonte. Os testes já começaram, mas os interessados podem se cadastrar até julho deste ano ou até preencher as vagas, desde que sejam homens cisgênero ou pessoas trans que têm relacionamento com homens cisgênero e/ou pessoas trans.

Além disso, os candidatos devem ter entre 18 e 60 anos de idade, e não estar infectados pelo HIV.

O estudo tem a participação total de 3.800 pessoas em oito países, sorteadas e divididas igualmente entre grupo placebo e grupo ativo. Em Minas, na UFMG, serão 120 pessoas a participar dos testes.

A primeira inscrição em Belo Horizonte aconteceu em novembro de 2019. A previsão é que o estudo dure 4 anos.

Segundo a UFMG, até a última quinta-feira (4), 19 participantes já tinham sido vacinados em BH e cerca de 20 estavam em processo de triagem, etapa que antecede a vacinação.

A pesquisa, chamada mosaico, é financiada em colaboração com a Johnson & Johnson. Segundo o professor e pesquisador responsável pelo estudo da UFMG, Jorge Andrade Pinto, o principal diferencial é o objetivo de proteção para o HIV, “o mais comum, e seus diversos subtipos”. Esse desafio é a razão de não haver uma vacina em mais de 30 anos desde o primeiro caso de Aids.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Segundo o pesquisador, há a dificuldade de desenvolver uma vacina e depois a necessidade de cobrir essa diversidade de vírus. “E é justamente essa a proposta do estudo, de ser multivalente”, disse ele.

“Como o HIV é tão disseminado e de controle tão difícil, várias estimativas indicam que, mesmo que a vacina não seja altamente eficaz, ainda vai poder diminuir bastante o impacto da epidemia”, disse Jorge Pinto.

Ele explicou que, mesmo se a eficácia da vacina vier a ser baixa, ela pode ajudar a frear o número de casos:

“Por exemplo, se você tiver considerando que tenha uma vacina que seja 30% eficaz, mas que seja capaz de vacinar 20% da população em risco de aquisição do HIV, você previne cerca de 5 milhões de casos no intervalo projetado de 10 anos. Agora, se você tiver uma vacina que seja 70% eficaz, no outro extremo, e com uma cobertura de 40% da população, o número de infecções prevenidas no intervalo de 10 anos, vai a 28 milhões”, disse.

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