Vereadora de Matozinhos, que também é professora, aborda o tema “Direito a dignidade de Menstruar”

Por Dentro De Tudo:

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Menstruação: um processo natural do corpo feminino, mas ainda um tabu e cercado de desinformação. Por isso mesmo, é questão de saúde pública, e não pode ser negligenciada. Agora, e se além de desinformação, falta dinheiro para comprar produtos de higiene, como o absorvente? Você já parou para pensar como isso pode afetar uma mulher?

Este tema foi pauta de reportagem do Fantástico, no último domingo (02), e também foi lembrado na reunião da Câmara Municipal de Matozinhos pela Vereadora Jane Rosa. “Dormi com aquilo na cabeça (após assistir o programa) e, como professora, não tinha atinado quantas alunas faltavam a aula em determinado período do mês. Solicito o envio de um ofício à Prefeitura para que juntos possamos ver a possibilidade ou até mesmo um projeto que possa dar essa garantia”, disse.

O Levantamento Nacional Inédito, coordenado pela antropóloga Mirian Goldemberg, entrevistou mulheres de todo o Brasil entre 16 a 29 anos para pesquisar sobre a pobreza menstrual. Mas o que significa esse termo? Em primeiro lugar, é a falta de itens básicos durante a menstruação, seja por falta de informação ou de dinheiro para comprar os absorventes.

“Tem um cálculo de quanto a mulher gasta com absorvente. Estima-se em R$ 3 mil a R$ 8 mil ao longo da vida gasto total com absorvente. O absorvente e outros produtos de higiene menstrual são ainda hoje mundo afora vistos como produtos cosméticos, como produto de luxo, são frequentemente tributados dessa forma”, explica Letícia Bahia, diretora executiva da Girl Up Brasil.

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