Zema afirma que equilíbrio de poderes depende de Supremo ‘sem rabo preso’

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) voltou a questionar a independência do trabalho dos ministros quando avaliam pedidos de investigação, em meio a críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a uma troca de farpas com Gilmar Mendes. Durante visita à Agrishow, feira de tecnologia agrícola em Ribeirão Preto, São Paulo, Zema afirmou: “Eu acho que nós precisamos é de ter também um Supremo sem o rabo preso. Hoje, eles estão lá tentando fazer o quê? Evitar investigações.” Ele destacou que as críticas não são direcionadas a nenhum ministro específico.

Ao ser questionado sobre como seria possível existir harmonia entre os três poderes caso ele assumisse o Executivo, o pré-candidato à Presidência da República ressaltou que suas críticas não são direcionadas a ministros isoladamente. Após ter sido ironizado por Zema com um fantoche em vídeo da série Intocáveis, Mendes solicitou a inclusão de Zema no inquérito das fake news ao relator Alexandre de Moraes. Em resposta, Mendes fez uma provocação sobre Zema não aceitar ser relacionado, citando um exemplo de bonecos do governador.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou o pedido de investigação contra Gilmar Mendes por homofobia em críticas a Zema. Zema afirmou que não pretende atacar ninguém, mas defender propostas para o Brasil, defendendo uma reforma profunda no judiciário.

Sobre o sotaque mineiro, Zema reagiu a falas de Gilmar Mendes ironizando o dialeto do pré-candidato ao reagir a vídeos críticos ao STF. “Eu falo português, o mineirês, que inclusive sou do Triângulo Mineiro, muito próximo aqui a Ribeirão Preto, e tenho até orgulho do meu sotaque, que tem uma semelhança muito grande aqui com essa região de São Paulo. Acho que o ministro é que está utilizando um português muito esnobe”, afirmou.

Desde que se colocou como possível nome para disputar o Executivo, Zema tem criticado decisões e gastos do STF, sugerido mudanças no judiciário e publicado vídeos pela série Intocáveis, nos quais ironiza ministros. Em uma publicação recente, após ter sido incluído no inquérito das fake news pelo decano, ele mostrou uma representação fictícia do ministro solicitando a Moraes a inclusão de Zema na investigação. Em resposta, Mendes ironizou o sotaque do ex-governador mineiro, dizendo que ele utiliza um dialeto próximo do português e que não conseguiria compreender o que Zema dizia.

Segundo Zema, as falas de Gilmar Mendes revelam um isolamento do Supremo em relação à sociedade. “O excesso de ar-condicionado, de bajuladores, tem feito mal a alguns brasileiros que, na minha opinião, estão até se isolando da sociedade. O Supremo hoje é o ente, um instituto público que tem menos credibilidade no Brasil. Precisamos mudar essa visão desses intocáveis que fica muito claro esse distanciamento deles, esse discriminação.”

Zema é um dos políticos que, desde o início desta semana, tem marcado presença na Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país. Pela representatividade no agro, o evento tornou-se uma parada quase obrigatória para quem busca proximidade com o setor na corrida eleitoral de 2026. Antes dele, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), visitou o evento. Acompanhado por autoridades, ele anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a compra de equipamentos agrícolas. Na segunda-feira (27), foram à feira Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL), em ato pré-eleitoral conjunto entre o governador, que busca a reeleição, e o senador, que lançou sua pré-candidatura à presidência. Durante o evento, eles criticaram políticas do governo federal voltadas para o setor agropecuário.

Credito da foto: Érico Andrade/g1

Fonte: g1 Globo, reportagem publicada em 28 de abril de 2026

Crédito da foto: Érico Andrade/g1

Fonte: g1.globo.com/ sp/ribeirao-preto-franca/agrishow/noticia/2026/04/28/zema-afirma-que-equilibrio-de-poderes-depende-de-supremo-sem-rabo-preso.ghtml

Encontre uma reportagem