A Polícia Federal prendeu três suspeitos de dopar mulheres, abusar delas e divulgar os vídeos na internet. A investigação começou após um alerta da União Europeia sobre uma rede criminosa internacional de compartilhamento de vídeos de mulheres sedadas sendo violentadas. Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, a PF cumpriu três mandados de prisão em São Paulo, Ceará e Bahia, além de sete de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Ceará e Pará. É a primeira operação da corporação para combater esse tipo de crime. Os investigadores identificaram indícios de que um grupo de brasileiros dopava as vítimas com remédios controlados e que fazia parte de uma rede internacional de troca de vídeos de abusos sexuais. Durante as buscas, os agentes encontraram medicamentos e substâncias em pó que, segundo a PF, podem ter sido usadas para sedar pessoas. Um dos presos é suspeito de abusar da própria tia.
“As vítimas, como eu disse, são pessoas que têm uma relação de confiança com os autores. Os autores, na maioria das vezes, aproveitavam-se dessa relação de confiança – seja parente, amigos próximos ou amigos dos parentes que participavam do convívio social desse autor. Essa sedação é feita de modo fortuito, em que as vítimas não sabem que estão sendo sedadas”, afirmou Bruno César Muniz, delegado da PF.
O caso lembra o da francesa Gisèle Pelicot, que, por dez anos, foi dopada pelo marido, que convidava desconhecidos para manter relações sexuais com ela. Os suspeitos devem responder a processo por estupro de vulnerável e pela divulgação das imagens na internet. A PF identificou que o Telegram foi uma das redes utilizadas para disseminação. Em nota, o Telegram informou que a pornografia não consensual é explicitamente proibida pelos termos de serviço e que esse tipo de conteúdo é removido imediatamente sempre que identificado. Os agentes também apreenderam computadores e celulares que podem revelar o envolvimento de outros suspeitos e novas vítimas.
Foto: Jornal Nacional / Reprodução
Fonte: G1 (Globo), via g1.globo.com

















