Uma decisão da Justiça mineira reacendeu um debate que divide opiniões em todo o país. Um casal de Luisburgo, na Zona da Mata, foi condenado a pagar cerca de R$ 5 mil após se recusar a vacinar os três filhos menores de idade.
O caso ganhou repercussão depois que denúncias chegaram ao Conselho Tutelar informando que as crianças não estavam seguindo o calendário oficial de imunização. A situação levou o Ministério Público de Minas Gerais a abrir investigação.
Segundo o processo, uma das filhas não recebeu a vacina contra o HPV. Outra criança não teria tomado nenhuma vacina desde o nascimento. Já o terceiro filho deixou de ser imunizado por decisão dos pais, mesmo estando com o cartão atualizado anteriormente.
Ainda conforme a ação, os responsáveis foram orientados diversas vezes sobre a importância da vacinação infantil, mas mantiveram a recusa alegando acreditar em uma suposta “imunização natural”.
A Justiça entendeu que a decisão dos pais colocou a saúde das crianças em risco e destacou que convicções pessoais não podem se sobrepor à proteção prevista na legislação brasileira.
O valor da multa será destinado ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e abriu novamente o debate sobre os limites da decisão dos pais quando o assunto envolve saúde pública.
Na sua opinião, a vacinação infantil obrigatória deveria ter punições mais rígidas para quem se recusa a cumprir?
Crédito da foto: BHAZ
Fonte: @bhaz
JUSTIÇA CONDENA PAIS ANTIVACINA


















